Saiba de que forma as técnicas da PNL podem melhorar o seu cotidiano

PNL, um manual, que ensina a utilizar o pensamento para organizar a vida e conseguir os resultados desejados.

Você já imaginou se cada ser humano nascesse com um manual de instruções? Seria possível ajustar os pensamentos, deletar o mau humor e até conectar o otimismo. De acordo com o instrutor da SBPNL - Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística Alexandre Bortoletto a PNL se propõe a ser esse manual, que ensina a utilizar o pensamento para organizar a vida e conseguir os resultados desejados de forma rápida e efetiva.

Bortoletto decodifica a Programação Neurolinguística com a linguagem da informática. A palavra ‘Programação’ pode ser entendida em uma comparação entre a mente e o computador: o hardware seria o cérebro e suas conexões e o software as nossas crenças e como processamos as mensagens que recebemos. O ‘neuro’ representa a mente, onde recebemos informações externas através dos cinco sentidos; e a linguística o envio da informação, ou seja, como falamos e nos comportamos, por diálogos internos e representações.

A neurolinguística surgiu na década de 70 em estudos dos norte-americanos Richard Bandler e John Grinder da Universidade da Califórnia. Eles queriam descobrir o que pensavam e como agiam as pessoas bem sucedidas e como era seu processo cerebral, e acabaram descobrindo que os principais fatores que as levavam a superar as limitações e potencializar suas qualidades eram a habilidade comunicativa e a capacidade de tomar decisões.

Na prática 
A princípio, o coach executivo Paulo Seixas procurou a SBPNL para melhorar o relacionamento das suas equipes. “Eu achava que a PNL era algo subjetivo e percebi que é pura técnica linguística que, de forma lógica, descomplica o pensamento. Ela possui ótimas ferramentas de comunicação e amplia sua consciência e visão”, conta Seixas.

Segundo a psicóloga Eliane Guimarães dos Santos, que trabalha há 15 anos com a PNL aliada a terapia, essa técnica é indicada para quem possui fobias, baixa estima e comportamentos inadequados. “Utilizo, de maneira geral, para autoconhecimento, àqueles que têm dificuldades de comunicação e para tratar o Estresse, ou seja, nas questões emocionais que estão interferindo na problemática da pessoa. Há casos em que ocorre um trauma e o indivíduo por si só não consegue superá-lo. A PNL ajuda com a ressignificação, pois tudo depende do significado que você dá para as situações. Na medida que ressignifica, também começa a pensar e agir de forma diferente”, explica.

A psicóloga afirma que há exercícios que quebram o padrão de comportamento existente. “A PNL fala sobre você não ser, e sim, estar. Você só é, por exemplo, a pessoa de cabelos e olhos castanhos, pois, por enquanto, não se mexe na genética. O restante são estados, hora tristes, hora alegres”, diz Eliane.

Sem medo de ter medo 
Bortoletto afirma que o ser humano nasce apenas com dois medos: o de cair e o de ruídos. Todos os demais são adquiridos durante a vida, ou seja, da mesma forma que aprendemos, podemos reaprender. Por exemplo: vi imagens de um acidente aéreo na televisão, o meu cérebro grava o medo. Por sua vez, a PNL ajuda a analisar se vale a pena temer aquela situação. “A parte ruim é saber que fomos programados por aquilo que passamos, quando ligamos a televisão ou ouvimos uma história. A parte boa é que podemos nos reprogramar e pensar de forma mais adequada. Fobias simples como a de aranhas, avião ou falar em público, podem ser resolvidas rapidamente, por profissionais que mexem nessa representação para que a pessoa não sinta mais esse temor. Porém, no caso de alguns traumas, há a necessidade de mais sessões e às vezes até de um apoio psicológico ou psiquiátrico”, adverte.

Fonte: Revista IN

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