Os benefícios propostos pela Programação Neurolinguística, podem melhorar as relações no trabalho e auxiliar no crescimento profissional.

Muitas pessoas ainda não conhecem, mas os benefícios propostos pela Programação Neurolingüística (PNL) prometem fazer dela um grande sucesso. De acordo com Gilberto C. Cury (co-fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística), através do aprendizado obtido nos cursos é possível melhorar suas relações no trabalho e crescer profissionalmente.

Isso, além da melhora na vida pessoal, na auto-estima e no autoconhecimento. Confira abaixo a entrevista e as informações sobre o assunto.

O que é a Programação Neurolinguística?
Na definição técnica, Programação é a habilidade de organizar nossa comunicação e sistema neurológicos para conseguir resultados específicos e objetivos desejados; Neuro é o sistema nervoso, através do qual a experiência é recebida e processada, via os cinco sentidos e Lingüística é a linguagem e sistemas de comunicação verbal e não-verbal. De forma mais simplificada, a Programação Neurolingüística ajuda a entendermos como funcionamos. Seja quando ficamos tristes, motivados, desmotivados, ao gostar ou não gostar de alguma coisa, para querer ou não querer, aceitar e rejeitar etc. Quando nascemos, não recebemos um “Manual do Proprietário”. Mas, a Programação Neurolingüística nos ajuda a escrever nosso próprio manual. Como? Por meio do autoconhecimento, entendendo melhor nossa interação no mundo que nos cerca. O feedback que temos de pessoas que fazem os cursos de PNL são os mais compensadores, pois a maioria costuma relatar que conquistou paz interior e melhor qualidade de vida. Outros reportam que se envolvem em menos conflitos e, quando se envolvem, saem com mais facilidade. Há casos em que a pessoa passa a ter mais segurança e melhor capacidade de negociação, ótimos resultados nas vendas, melhora na auto-estima, capacidade de gerenciamento e liderança. Enfim, a Programação Neurolingüística realça os seus recursos e te ensina a gerenciar suas limitações.

Então, a Neurolinguística também está ligada aos sentimentos do ser humano?
Sim, completamente. Muitas vezes, a gente não se empenha bem em um determinado papel em função de um sentimento ou uma sensação que nos assalta, e nem sabemos de onde vem. A Programação Neurolingüística nos possibilita aprender a lidar com essas limitações.

Quando e como surgiu a PNL?
As técnicas da PNL foram desenvolvidas no início da década de 70, por Richard Bandler e John Grinder, na Universidade da Califórnia. Observando pessoas consideradas vencedoras em sua área de atuação, eles descobriram como elas atuavam para ultrapassar os obstáculos que levam ao sucesso. A partir dessa descoberta, decodificaram a forma como elas elaboravam seus objetivos até conseguirem a solução desejada e como era estruturada a estratégia desse processo de pensamento. Concluíram, então, que os vencedores conseguiam superar limitações pessoais para potencializar suas qualidades e recursos intelectuais. E que os principais fatores que levavam estas pessoas ao topo eram a capacidade de tomar decisões e, principalmente, a habilidade para se comunicar. Com essas conclusões, Bandler e Grinder procuraram ensinar os mesmos padrões em outras pessoas. E descobriram que era possível copiar as estratégias dos vencedores, e alcançar o mesmo sucesso e resultados na vida profissional e pessoal.

A Programação Neurolinguística é indicada para qualquer pessoa? Existe alguém para quem você indique o estudo especificamente?
É indicada para todas as pessoas. Qualquer pessoa que queira se conhecer melhor e evoluir, pessoal e profissionalmente. Uma das vantagens dos nossos cursos, e eu digo isso sempre nas empresas aonde vou, é que nós não treinamos profissionais, mas seres humanos. Todas as ferramentas que disponibilizamos nos cursos as pessoas usam pessoal e profissionalmente, e em todas as áreas da vida. E nós damos cursos abertos, nos quais qualquer pessoa pode se inscrever, de colaboradores a funcionários, passando por executivos até diretores e presidentes de multinacionais. Embora cada curso seja montado de acordo com um objetivo, não tem ninguém que não possa tirar proveito deles. Uma pesquisa de Harvard mostrou que mais 70% dos problemas das empresas são direta ou indiretamente ligados aos problemas de comunicação.

Quanto tempo em média demora um curso?
Pode ser um curso de algumas horas ou de vinte a trinta dias. Depende do curso, depende da intensidade e do que as pessoas querem. Nós temos cursos abertos e fechados. Nos cursos abertos, alguns têm duração de apenas um dia, onde a gente ensina, por exemplo, objetivos. Todo mundo sabe que tem que ter objetivos. Na administração é preciso ter metas. Agora, pouca gente nos ensina como pensar em um objetivo para que ele fique mais próximo, mais plausível, mais facilmente atingível. O curso ensina como pensar no objetivo para trazê-lo mais para perto automaticamente. A gente ensina um caminho para a mente, a partir do momento que ela aprende, ela vai, segue e faz sempre.

Você acredita que apenas um curso é suficiente, ou a PNL necessitaria de muitos anos de estudo?
Ao fazer um curso de PNL, a pessoa já passa a desencadear um processo de autoconhecimento evolutivo, irreversível; mas vale destacar que esse nível varia de acordo com a intensidade e duração do curso. E recomendamos não parar, investindo em uma reciclagem constante. Vale lembrar que, nos Estados Unidos, um curso de formação de Neurolingüística dado por algumas instituições, vale como crédito para a diplomação.

A Programação Neurolingüística é reconhecida cientificamente?
Sim, e cada vez mais respeitada. Inclusive por acadêmicos e profissionais de diversas áreas médicas, que têm recorrido à PNL buscando ferramentas complementares para trabalhar diagnósticos e curas.

Como você acha que a PNL atua por trás da filosofia de livros como “O Segredo”?
A lei da atração existe, mas você tem que dar uma forcinha, fazer sua parte. Não adianta só ficar pensando que vai dar certo, para dar. É preciso pensar e agir. Só que se você não pensar, você também não age. Se uma pessoa é muito negativista, sua tendência é não partir para a ação quando a oportunidade aparece. Por outro lado, se é mais positivista, está mais alerta para seus objetivos. E quando a possibilidade aparecer, vai agir e ter mais chances de conseguir o que quer. Agora, só ficar desejando não leva a lugar algum.

Então a Programação Neurolinguística também te ajuda a ser positivo?
Lógico. Vamos supor que eu vá fazer um exame e no dia anterior penso: “Na hora do exame eu não vou esquecer tudo, não vai me dar um branco”. Certamente, na hora da prova vou esquecer tudo, porque eu preparei a minha mente para esquecer. Não existe força do pensamento positivo e sim “força do pensamento afirmativo”. O certo seria pensar: “Na hora do exame eu estarei calmo e vou me lembrar de tudo que eu estudei”. Desta forma, na minha mente ensaio que isso vai acontecer. Pensando “mais afirmativamente” e não negativamente (no sentido da negação verbal) temos mais chance de dar certo, porque “ensaiamos na mente coisas que queremos”, ao invés do que não queremos.

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